sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Negociação entre Fenaban e Comando Nacional dos Bancários trava por conta de compensação dos dias

A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) se reuniram durante todo o dia de ontem para mais uma rodada de negociação para tentar pôr um fim à greve dos bancários em todo o país. A Fenaban apresentou uma nova proposta de reajuste de 8% sobre as verbas salariais e de 8,5% sobre o piso dos bancários.

A Federação também se propôs a pagar a primeira parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) dez dias após a assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho e a segunda até o dia 3 de março de 2014. Caso a proposta seja aceita pelos bancários, os reajustes devem ocorrer até a folha de novembro, segundo a Fenaban.

A proposta parece ter agradado ao Comando Nacional dos Bancários, já que o único ponto de discussão que travou as negociações foi com relação à compensação dos dias de paralisação. A Fenaban propôs a compensação em 180 dias, mas a Contraf reivindicou anistia total dos dias não trabalhados. Até o fechamento desta edição, a rodada de negociações ainda estava acontecendo em São Paulo.

Ainda na noite de ontem, os bancários de Mossoró e região se reuniram na sede do sindicato para avaliar a proposta da Fenaban. No entanto, ainda não havia uma definição com relação à proposta e a indicação do Comando Nacional dos Bancários. Essa é a maior greve da categoria nos últimos anos.

Os bancários reivindicam reajuste salarial de 11,93% (5% de aumento real mais a inflação projetada de 6,6%); PLR de três salários mínimos mais R$ 5.553,15; piso de R$ 2.860,21; auxílios alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio creche/babá de R$ 678 ao mês para cada; fim das metas abusivas e do assédio moral; não ao Projeto de Lei 4330, que trata da terceirização de funcionários; contratação de bancários através de concurso público; mais saúde e segurança para os trabalhadores; e melhores condições de trabalho.

Sindicato nega que esteja impedindo entrada de funcionários nas agências bancárias

Usuários de bancos privados da cidade têm relatado que o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Mossoró e Região (SEEB) está impedindo a entrada de funcionários nas agências, impossibilitando dessa forma que o atendimento ao público seja realizado. 

Em contato com a equipe do jornal O Mossoroense, o presidente do SEEC, Anchieta Medeiros, nega que esse tipo de ação esteja sendo executada pelo Sindicato. "Essa informação não procede, não é verdadeira. O Sindicato não está impedindo a entrada de funcionários nas agências", diz.

Iniciada em 19 de setembro, a greve dos bancários já é uma das mais longas da história. Em Mossoró, todas as 17 agências que prestam atendimento à população aderiram ao movimento paredista. "A mobilização está cada dia mais forte. Temos adesão de quase 100% dos trabalhadores", destaca Anchieta Medeiros.

Na última quarta-feira, 9, equipes de fiscalização do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor no Rio Grande do Norte (Procon/RN) estiveram em Mossoró para apurar denúncias recebidas sobre a falta de abastecimento dos caixas eletrônicos durante a greve dos bancários. Durante a operação, foram fiscalizadas agências da Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Itaú, sendo que a Caixa e o Banco do Brasil foram multados. "O Procon está fazendo o seu papel, essa é a avaliação do Sindicato", afirma Anchieta Medeiros.


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