sexta-feira, 27 de setembro de 2013

População presta homenagem aos 190 anos de nascimento do padre Cosme Leite da Silva

Padre Cosme Leite faleceu em dezembro de 1909
Cosme Leite da Silva, descendente de família portuguesa, filho de João Leite e Cosma Damiana dos Santos, nasceu no Sítio Barreiro em 27 de setembro de 1823, em São Miguel-RN. Aprendeu a ler e escrever na casa paterna, e na adolescência estudou português e latim e outras matérias na cidade de Martins, com o professor Emiliano Pereira.

Exemplo de virtude, deixou-nos um legado de coragem, trabalho, força e fé, lutando arduamente pelo desenvolvimento do povoado da cidade de São Miguel, quando retornou à terra natal, após sua ordenação sacerdotal no Seminário de Olinda - Pernambuco em 1846, sendo o primeiro vigário. Era pela vontade geral, o homem da veneração popular. Sempre combativo e envolvido com o bem comum da população, chefiando este mesmo rebanho por mais de sessenta anos, quando faleceu em 9 de dezembro de 1909, aos 86 anos de idade.

Carinhosamente aclamado pelos devotos micaelenses como o "Pastor das Almas". Homem íntegro, abnegado, dedicou-se às causas dos pobres e necessitados. Conforme Antonio Augusto Neto (1994), um dos seus exemplos retratam-se numa afirmação contínua: "Sou feliz por que ainda cuido com carinho e dedico-me de corpo e alma em favor do bem social de um povo que eu chamo de meu povo.

Tornou-se o padre querido e amado pelos seus conterrâneos, uma figura popular, tanto que foi escolhido como patrono do Grupo Escolar Padre Cosme, em 1918, construtor da Capela, chefe político e verdadeiro juiz de paz.

A libertação dos escravos residentes na Vila de São Miguel teve o protagonismo de padre Cosme Leite da Silva, que lutou para conferir alforria em 1883, antecedendo a libertação oficial em 1888 pela Princesa Isabel.

Padre é lembrado por suas atitudes e ações concretas

Após 190 anos do seu nascimento, Padre Cosme Leite da Silva figura como homem de atitude e ações concretas, dentre elas a construção de um cacimbão, em 1887, na tentativa de armazenar água pura da Lagoa de São Miguel. Ainda hoje, conhecida como "a cacimba do padre", que foi reestruturada na administração do prefeito José Galeno Diógenes Torquato, que para preservá-la recebeu uma infraestrutura de madeira em todo seu entorno, ladeada por uma majestosa passarela, na qual transitam cidadãos de todas as idades com o raiar do sol na Serra do Camará, aves diversas pairam sobre as águas da lagoa e saúdam as vidas que brotam na vegetação e nas águas.

Ao entardecer há uma melodia sussurrante no entorno da cacimba, é como se uma legião de anjos entoasse hinos de gratidão ao homem que um dia pensou em edificá-la. Esta que é um símbolo do seu trabalho que por muitos séculos perdurará trazendo a esse lugar a luz, o brilho das estrelas que reflete em suas águas, e para sempre, na literatura histórica, alguém ovacionará o nome do homem que ousou lutar, nos ensinar a ter fé, e nas voltas do tempo seu nome "Padre Cosme" se imortalizará!

Ao governar a pequena São Miguel, ele exerceu o papel de pai e pastor, e, com amor filial, deixou-nos o marco da honestidade, bondade e veneração aos seus paroquianos. Por isso, esta homenagem tem o mérito da gratidão, o respeito a sua retidão, o louvor à sua fé e mais, o reavivamento da memória de um homem que atravessa quase dois séculos, recebendo do povo de São Miguel o respeito e a admiração.

Para o historiador Renné Guida, não há memória sem fato, bem como não há fatos a relatar, se alguém não ousar superar a fragilidade humana, as adversidades e mesmo assim ser como foi o padre Cosme Leite da Silva, um homem que para sempre em São Miguel será lembrado.

*Informações e fotos do jornal O Mossoroense!


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