terça-feira, 27 de agosto de 2013

Por que Candy Crush virou um fenômeno?

Candy Crush é o maior fenômeno dos games de 2013. Mais do que qualquer jogo, de qualquer plataforma. O duelo de encaixar doces e cumprir missões com um limite de vidas disponíveis tem atingido patamares cada vez maiores com o passar do tempo.

Estudo divulgado nesta segunda-feira (26) pela Onavo indica que o game é o mais utilizado por usuários de iPhone e iPad. Nada menos do que 20,5% das pessoas que possuem esses aparelhos têm Candy Crush instalado. O número impressiona e coloca o app na oitava colocação da lista, que conta com o Facebook na primeira colocação (72.7%).

Mas quais os motivos para o fenômeno Candy Crush?
A simplicidade do jogo é o primeiro deles. Evidentemente, qualquer um pode jogar Candy Crush, independente de sua idade. Com visual chamativo, ele parte de um ponto simples, juntas doces iguais. No começo, as missões são simples e dão ao jogo um tom auto-didático. Quando as coisas começam a complicar, o usuário já está acostumado com os desafios.

Não é esse, porém, o único motivo aparente. A popularidade nas redes sociais é um dos maiores fatores de impulsão do Candy Crush. Se 20,5% dos usuários de iPhone e iPad possuem o jogo, nada menos do que impressionantes 50 milhões de usuários do Facebook estão jogando o game doce todos os dias. E aí está o segredo de Candy Crush.

Primeiro a questão do fácil acesso. Por estar dentro do Facebook e ter feito sucesso lá mesmo na plataforma, Candy Crush se coloca de maneira bem acessível. Não são poucas as pessoas que usam pausa no trabalho para jogar “só mais uma partidinha”. A presença do game nos celulares também colabora – e nisso, devemos destacar que raramente o jogo trava, fator que ajuda bastante na questão de “jogar em qualquer hora, qualquer lugar”.

Depois vem o desafio. Candy Crush cria um desafio à inteligência com níveis que vão ficando cada vez mais difíceis. Mas vai além. E ele cria o duelo entre os usuários. Todos os dias são milhares de notificações do tipo “Fulano está na fase 100 de Candy Crush Saga”. Os outros, então, querem passar, querem ser melhores. E seguem dentro do game, que tem a inteligente proposta de, a cada atualização lançada, desenvolver mais e mais níveis.

E aí está a questão final do sucesso: Candy Crush não acaba. Além de ter fácil acesso e ser desafiador, o jogo não acaba. Claro, o usuário pode – e se motiva através disso – buscar incansavelmente o último nível liberado, mas nunca terá aquela sensação de dever cumprido que temos ao zerar um jogo. Sensação essa que, combinemos, vem sempre acompanhada de uma pequena frustração e do questionamento “Não vai ter mais?”.

Vai. E é assim que Candy Crush virou um fenômeno.


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