quinta-feira, 28 de março de 2013

Seca no Estado estimula produção de sal e excedente deve ser exportado


A seca que já castiga o Estado há dois anos traz inúmeros problemas para o setor agrícola e pecuário. No entanto, existe outro setor sendo beneficiado com a estiagem. O setor salineiro está com a produção em alta e, em breve, deve retomar o ritmo anterior de exportações.
Segundo o vice-presidente do Sindicato da Indústria de Extração de Sal do Rio Grande do Norte (Siesal), Airton Torres, a seca que aconteceu no ano passado e que vem se desenhando novamente para este ano, fez com que a produção aumentasse e o excedente deve ser exportado.
"A produção caiu bastante no período de 2008 a 2011 e agora está voltando aos níveis normais. As exportações devem ser retomadas a partir de agora. Os principais países que são destinos do sal potiguar são a Nigéria, Estados Unidos, Canadá e, esporadicamente, alguns da Europa", explica o vice-presidente.
Nos próximos dois ou três anos, o sindicato espera que o ritmo de exportações de sal aumente com a reconquista dos clientes estrangeiros. "Nesse período, estamos com a expectativa de que as exportações devem atingir de 600 mil a mil toneladas do produto", afirma Airton Torres.
Sobre a crise no setor salineiro, o vice-presidente do Siesal argumenta que os aumentos da produção e das exportações não devem resolver. "Sozinho, não resolve o problema. Vai depender de como os preços vão se comportar. Ocorrendo essas melhorias de produção, exportação e preço, o mercado deve se estabilizar", esclarece Airton Torres.
Setor salineiro tenta cancelar multas aplicadas pelo Ibama
O setor salineiro está tentando cancelar as multas aplicadas pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), através da “Operação Ouro Branco”. No dia 2 de abril, os produtores irão se reunir com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.
A reunião estava prevista para esta semana, mas precisou ser remarcada. Também devem participar do encontro a governadora Rosalba Ciarlini, o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves, e o presidente do Ibama, Volney Zanardi.
A “Operação Ouro Branco”, finalizada no final do mês passado pelo Ibama, fiscalizou as áreas de proteção permanente de manguezais e de cursos d'água ocupadas pela atividade salineira no litoral norte do Estado. A ação resultou em 112 multas, que ultrapassaram R$ 80 milhões, 19 áreas embargadas e 45 notificações para apresentação de documentos.


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