quarta-feira, 20 de março de 2013

Programa de construção de barragens submersas atenderá região com 200 unidades em 2013


VALE DO AÇU - O planejamento traçado pela Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Pesca (Sape) em relação à construção de barragens subterrâneas em todo o Estado destinará 200 unidades para a área abrangida pelo escritório regional do Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural do RN (Emater).
A revelação foi feita pelo gestor do órgão, cuja jurisdição engloba 18 cidades, agrônomo Evilásio Dantas de Farias.
"No momento estamos inserindo no sistema da Emater as barragens que foram construídas no ano passado na nossa região e esperando a definição do inverno para iniciarmos a ação este ano", observou o dirigente.
Evilásio Dantas frisou que os barramentos submersos se constituem numa das medidas do Governo do Estado para atender à necessidade de quem vive no meio rural, sobremaneira os pequenos agricultores.
A expectativa é que este investimento seja retomado por todo este mês de março, com a abertura do Orçamento Geral do Estado (OGE) para o exercício de 2013. Em todo o Estado a projeção é de que sejam edificadas 2.600 barragens do gênero em todo o semiárido potiguar. Hoje, conforme dados da Sape, já estão construídos 600 reservatórios deste tipo. A ação possui dotação orçamentária de R$ 20 milhões.
É resultado de uma parceria do Governo do Estado - que entra com uma contrapartida de R$ 800 mil - a União, representada pelo Ministério da Integração Nacional. Evilásio Dantas afirma que a barragem submersa "é uma obra estruturante e assegura uma solução permanente no combate aos efeitos da estiagem".
O investimento é feito com o aproveitamento de bacias hidrográficas de pequena dimensão, como riachos e lagoas.
"É feito um barramento interno nas áreas escolhidas que, através de uma tecnologia simples de escavação e colocação de lonas especiais, retém o fluxo da água acumulada para irrigação em épocas secas", sublinhou o dirigente da Emater.
Ele acrescentou que as barragens só podem ser construídas em períodos secos porque as chuvas prejudicam as escavações. "Com a terra úmida o trabalho de construção fica comprometido", endossou.


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