quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Rosalba Ciarlini avalia ações do Decreto de Calamidade Pública no RN

Um dia após completar dois meses desde que o estado de calamidade pública foi decretado na Saúde Estadual do Rio Grande do Norte, a governadora Rosalba Ciarlini concedeu entrevista exclusiva ao G1, na manhã desta quarta-feira (5), e fez um balanço dos primeiros 60 dias de validade do Decreto nº 22.844, assinado no dia 4 de julho passado. Inicialmente, o documento tem validade de 180 dias contados a partir da sua publicação.

Rosalba Ciarlini avaliou positivamente os primeiros dois meses do Decreto, apontando o início das reformas em unidades regionais de Saúde e a ampliação do número de leitos de clínica médica e Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) em hospitais de Natal e Região Metropolitana. Ressaltou, porém, que encontrou a Saúde num estado caótico e a reorganização do setor demandou tempo e que não foi ela quem criou a atual situação.

A governadora comentou, ainda, sobre os recentes crimes envolvendo policiais civis, os ataques aos postos e agências bancárias e dos Correios em nove municípios potiguares e também sobre as interdições em quatro unidades prisionais. Confira abaixo a íntegra da entrevista.
G1 - Como o Governo do Estado gerencia a questão da calamidade pública na Saúde e as consequências da assinatura do decreto após dois meses da sua publicação?

RC - A calamidade foi decretada por 180 dias. Nesses 180 dias, nós temos prazos e metas a serem cumpridas. As metas dos dois primeiros meses estão dentro do cronograma e estão sendo cumpridas. Quais são elas? Ampliar os leitos de retaguarda. Para isso, nós estamos reformando os hospitais. Estamos fazendo uma reforma no Hospital João Machado, para que muito em breve nós tenhamos 40 leitos; estamos agilizando as obras no Hospital da Polícia e serão mais 35 leitos; no Hospital Ruy Pereira, nós já estamos utilizando mais 29 leitos; no Hospital Infantil Varela Santiago, numa parceria, estão sendo ampliados 10 leitos de UTI; no Hospital Maria Alice Fernandes, com uma pequena reforma, iremos abrir mais 4 leitos de UTI; no Hospital Santa Catarina só estamos esperando que os médicos se apresentem para começar com mais 10 leitos de UTI Neonatal que já estão prontos. As obras estão andando nos Hospitais Rafael Fernandes, no de Macaíba, no Giselda Trigueiro, no João Machado e no Santa Catarina. Além disso, na próxima semana, iniciaremos as obras nos Hospitais Walfredo Gurgel, Tarcísio Maia, de São Paulo do Potengi, Santo Antônio do Salto da Onça e João Câmara. O projeto de Caicó e Mossoró está sendo feito. Já licitamos R$ 10 milhões em equipamentos e insumos. Já foram comprados e estamos esperando receber R$ 5 milhões em medicamentos. Além disso, nós regularizamos todas as pendências, inclusive a da Coopmed, que estava com contrato vencido e foi tudo renovado por seis meses de forma emergencial para dar mais agilidade. Nós implementamos o ponto eletrônico em 90% das unidades de saúde porque não é possível a sociedade saber que dos recursos que são repassados à Secretaria de Saúde, que chegam a quase R$ 100 milhões mensais, nós temos 85% dos gastos somente com pessoal (folha de pagamento) e faltam determinados serviços por falta de pessoal.



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