terça-feira, 25 de setembro de 2012

Professores e estudantes da Ufersa retomam atividades acadêmicas

Depois de mais de 120 dias de greve, professores e estudantes da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) começam a voltar à rotina das atividades acadêmicas. As aulas na instituição foram retomadas ontem para a conclusão do primeiro semestre letivo 2012, que agora segue até o dia 27 de outubro.

"Estamos retomando as aulas hoje depois de quase 130 dias de paralisação. Com todo esse período sem aulas, decidi fazer uma revisão do conteúdo para depois aplicar a 2ª avaliação", comenta o professor George Frederick.

Sobre as conquistas da categoria com o movimento grevista, o professor se divide. "A greve foi muito boa com relação à mobilização da categoria, à união dos docentes para a luta. No entanto, quanto à reestruturação da carreira, que era nossa principal bandeira, pouco avançou. Tanto é que eu fui contra o término da greve. Já que havíamos chegado até esse ponto, poderíamos ter ido até o fim. Agora corremos o risco de termos outras greves, já que essa não obteve os resultados esperados", esclarece George Frederick.

Estudante do 3º período de Agronomia da Ufersa, Tiago de Sousa apoia a reivindicação dos professores. No entanto, de acordo com ele, os prejuízos para os alunos são muitos. "O atraso do calendário acadêmico acarreta atraso nas formaturas, os estudantes não podem prestar concursos para nível superior, não podem participar de seleção de mestrado. Então somos muito prejudicados, principalmente se forem deflagradas outras greves", diz o acadêmico.

O professor José Torres, presidente da Associação dos Docentes da Ufersa (Adufersa), explica que ontem foram distribuídos panfletos para os alunos contendo os motivos da paralisação na instituição. "Temos uma pauta interna, então precisamos nos unir aos estudantes para fortalecer essa luta interna", comenta o presidente do sindicato.

A greve dos professores da Ufersa, que seguiu um movimento nacional de paralisação dos docentes das universidades federais, foi deflagrada no dia 17 de maio e terminou no dia 11 de setembro. O movimento paredista resultou na elaboração do Projeto de Lei nº 4.368/12, que tramita no Congresso Nacional e reestrutura a carreira docente. Os salários dos professores serão reajustados de 20% a 40% de acordo com os níveis dos profissionais e serão implantados entre os anos de 2013 e 2015.



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