domingo, 23 de setembro de 2012

Falta amor ao clube na diretoria do Flamengo


Em época eleitoral não é nada incomum ver políticos cujo principal trunfo é a paixão do brasileiro pelo futebol. Antigos ídolos, representantes de torcidas organizadas e cartolas se candidatam costumam sempre figurar entre postulantes a cargos públicos.
Não questiono se isso é certo ou errado. E acredito que possa até ter gente muito bem-intencionada no meio. No entanto, acredito que no Flamengo a promiscuidade entre futebol e política atingiu um outro patamar recentemente.
Escrevo isso depois de ler uma notícia do jornal Extra que da conta que a presidente do clube Patrícia Amorim usou Love em propaganda eleitoral. Fato que gerou denúncia no TRE e reclamação por parte da oposição do Flamengo.
Respeito o direito que qualquer atleta tem de manifestar apoio político a quem quer que seja, no entanto acredito que ele (Vagner Love) deveria ter deixado bem claro que estava lá como cidadão e não como jogador do Flamengo. Isso não ocorreu e a impressão que fica é que ele estava lá como mais um representante do clube.
Além das costumeiras promessas, na propaganda Love e Patrícia Amorim fazem o gesto do coração (tradicional quando o atacante comemora gols do Flamengo) e se abraçam no final. É muita fraternidade não é mesmo?
Além da denúncia protocolada na 23ª Zona Eleitoral, na quinta-feira, às 15h08m, a presidente é alvo de conselheiros que se baseiam no uso indevido do funcionário do clube —que tem contrato de imagem com o Flamengo--, responsável pelo pagamento do atleta.
Enquanto isso o Flamengo ocupa a 16º colocação na tabela do Brasileirão e flerta com a zona da degola. O rebaixamento é uma realidade bem próxima do tradicional clube carioca. No entanto, aparentemente ninguém do clube anda muito preocupado com isso. Sofrimento é exclusividade do torcedor.


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