quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Servidores federais em greve realizam protesto e reivindicam agilidade nas negociações

Um grupo de servidores em greve da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) e do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN), acompanhados de funcionários da Agência da Previdência Social (APS) de Mossoró, realizaram protesto na tarde de ontem na praça Rodolfo Fernandes, e percorreram algumas ruas do centro da cidade apresentando à sociedade os motivos do movimento paredista e reivindicando agilidade nas negociações com o Governo Federal.

"Até agora o Governo só fez propostas que não atendiam aos nossos anseios, e o Poder Executivo não quer negociar. Iremos completar três meses em greve, infelizmente, mas essa é a única arma que temos", destaca o professor José Torres, vice-presidente da Associação dos Docentes da Ufersa (Adufersa).

Para o coordenador local do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), Fábio Procópio, que na mobilização estava representando os servidores do IFRN, a luta da categoria é justa e por isso o movimento continuará intenso até uma resposta satisfatório do Governo.

"Os professores têm o salário mais defasado em nível superior do Executivo federal e não está havendo negociação. Nós sabemos dos prejuízos que a paralisação causa aos alunos, e também pra gente, mas esse é um processo que não vai parar enquanto nossas reivindicações não forem atendidas", diz.

Segundo o diretor local do Sindicato dos Trabalhadores Federais em Previdência, Saúde e Trabalho do Rio Grande do Norte (Sindprevs/RN), Márcio Freitas, a paralisação de advertência dos servidores do INSS em Mossoró, iniciada ontem, pode se estender e os profissionais decretarem greve por tempo indeterminado. "Amanhã, uma assembleia será realizada pelo comando nacional de greve, em Brasília, e decidiremos se iremos ou não paralisar as atividades. É importante salientar que, durante essa paralisação inicial de 24h os médicos peritos continuam trabalhando normalmente", conclui.



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