sábado, 25 de agosto de 2012

Grávida com suspeita de apendicite esperou cerca de duas horas para fazer exame de ultrassonografia

Na manhã de ontem, 24, uma jovem grávida, de 17 anos, com suspeita de apendicite esperou cerca de duas horas para fazer o exame de ultrassonografia para confirmar o diagnóstico. O caso aconteceu no Hospital da Mulher Parteira Maria Correia.

Segundo a cunhada da jovem, Rahisa Vale, a grávida foi à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Santo Antônio com dores muito fortes no abdômen e febre alta. "Como ela está grávida, os atendentes da UPA acharam melhor transferi-la para o Hospital da Mulher", relata.

Chegando à unidade, a jovem foi atendida pelo médico de plantão, que pediu uma ultrassonografia com urgência, devido à suspeita de apendicite. No entanto, na ocasião, no Hospital da Mulher não havia profissional apto para fazer o exame solicitado.

"No espaço tem todo o equipamento, mas não tinha médico. Falei com a atendente, e ela informou que há um médico para fazer o exame, mas ele vem esporadicamente ou em casos de urgência", conta. Diante das dificuldades na realização do exame, o médico que atendeu a jovem sugeriu transferi-la para o Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) ou particular, porém nenhuma das opções foi viável.

Rahisa Vale informa que depois de muita espera e nenhuma providência tomada pela equipe da unidade, os acompanhantes da grávida ameaçaram chamar a imprensa e denunciar às autoridades competentes. Foi só então, segundo Rahisa Vale, que a jovem com suspeita de apendicite foi atendida, duas horas depois de dar entrada no hospital.

"É um absurdo. A pessoa grávida com suspeita de apendicite ter de esperar horas por um exame para confirmar o diagnóstico. Por sorte não ocorreu nada mais grave. Na propaganda do governo a gente vê tudo lindo, mas a realidade é bem diferente. O governo construiu o 12º Batalhão de Polícia Militar, mas não tem policiais para trabalhar; construiu o Hospital da Mulher, mas não tem médicos para fazer os exames. Ou seja, tem a estrutura, mas não tem o serviço. A população não precisa de prédios bonitos, precisamos de serviços que funcionem", desabafa.

De acordo com o diretor técnico do Hospital da Mulher, Diego Dantas, a equipe da unidade conta com dois ginecologistas e obstetras para atender as pacientes. Nos casos mais específicos, o hospital tem uma ultrassonografista que faz os exames especializados.

Nas situações como a da jovem com suspeita de apendicite ou de outras patologias, o Hospital da Mulher transfere para unidades especializadas, como o Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM). No caso em questão, segundo Dantas, o atendimento da jovem foi autorizado. "A demora a qual ela se queixou é o tempo normal de espera para o procedimento. Em outras unidades a espera é ainda maior", diz.


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